Salve, 08 de  julho de 1865. Assim, começa uma história de dedicação à arte musical, ininterruptamente, em prol da Divina Arte.
Assim nasce a mais velha corporação de vontades dos mortais do nosso Concelho, que arregaçaram as mangas e deram o seu melhor pela Nobre Causa – A Arte Musical – que prevalece até aos nossos dias.
Rezam os documentos escritos:
«Saibam quantos este instrumento publico virem, que sendo no ano do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil oitocentos e sessenta e cinco, aos oito dias do mês de Julho, pelas nove horas da noite e casas e moradas de Ana Martins Pereira, onde eu Tabelião, vim a rogo de partes, para fazer a presente escritura, ali sendo presentes; (…) do que dou fé, perante os quais por eles foi dito que tinham contratado de reger Sociedade Filarmónica com as condições seguintes».
Cremos mesmo que poderá ter surgido anos antes, em virtude de na constituição desta, se referir que receberam um pequeno acervo musical e mobiliário, mas não é possível confirmar com exatidão, quer por documentos escritos ou tradição oral, assim, só neste ano se confirma por escritura pública a constituição da nossa Associação.
A origem da nossa Banda, está ligada à passagem por estas bandas de um agrupamento de Palhaços, que acompanhados por uma barulhenta charanga, deixou em completo alvoroço as Gentes da nossa terra, sendo que o entusiasmo foi tal que se gerou um movimento, que de imediato se cuidou de encomendar instrumentos musicais, que alvoroçou toda a população com a improvisação dos primeiros acordes.
Ao longo da nossa vida, principalmente em instituições como a nossa, de características populares, não foi fácil conseguir ultrapassar as dificuldades do dia a dia, rompendo obstáculos e as traições de que são vitimas constantemente, não é fácil que sobrevivam durante tanto tempo; sobretudo quando falam uma linguagem própria, sobretudo quando nascem e crescem em lugares inóspitos e esquecidos, sobretudo quando trilham um caminho que não tem recuos, em projeto do mais puro e perfeito idealismo; às claras, tanto nos sucessos de que todos querem tirar proveito, como nas horas de discussão interna das quais se saía, após democrático caldeamento de posições e pensamentos, numa Boa União de esforços e objetivos, todos por um e um por todos.
Fez de analfabetos e também de futuros letrados, executantes exímios da Divina Arte, acompanhou e chorou os seus mortos, abrilhantou festas religiosas e civis, perpetuou tradições, criou raízes e ajudou a dar vida a novas agremiações, fez cultura, e em definitivo depois de ter assentado arraiais, assumiu e vem cumprindo a responsabilidade perene de na Semana Santa, acompanhar o Misterioso Senhor do Esquife de Santa Maria, ou a Gloriosa imagem do Senhor do Calvário, Padroeiro da Vila de Manteigas, sem esquecer nunca a Nossa Padroeira – a Santa Cecília, Padroeira da Música e a Imaculada Conceição – Rainha de Portugal.
Ao longo deste quase século e meio, a Banda Boa União – Música Velha, preencheu-se  permanentemente,  guiada pelo seu projeto e identificou-se sempre com ideias nobres e valores morais, quer personificados no seu projeto, quer cumpridos por gentes ou organizações que lutaram em prol da nossa comunidade.
Enfim, temos marcado presença ao longo da nossa existência, de forma contínua e com a Dignidade em consonância com a nossa existência, em constante atividade musical, cultural e recreativa, pelo País de norte a sul e alem fronteiras, com destaque na nossa Região. Temos promovidos concertos, festivais de bandas, encontros lúdicos de artes, festas civis e religiosas, romarias, em suma Promoção Cultural, quer por conta própria, quer em colaboração com outras Instituições, nomeadamente Câmara Municipais, Juntas de Freguesia, Governos Civis, Secretaria de Estado da Cultura – Direção Regional Cultura Centro, Ministério da Educação – Delegação Regional Educação do Centro, Inatel, Instituto da Juventude, Parque Natural da Serra da Estrela, União dos Sindicatos, Comissões de festas, Sociedade Civil, etc. etc., em especial, com a Câmara Municipal de Manteigas e Associações ou grupos do nosso Concelho, nossas gentes, que tanto esta Coletividade deve, pois têm sido elas a verdadeira grandeza da  Banda Boa União – Música Velha.
Esta Coletividade, de Utilidade Publica, e sem fins lucrativos, rege-se pelos seus estatutos, e tem por objeto promover o ensino e a prática da arte musical nas sua mais diversas formas de manifestação e execução e propiciar formas de acesso à cultura e ao recreio dos seus associados, nomeadamente; manter classes de ensino da música; manter uma Filarmónica em permanente atividade; promover concertos musicais, festas recreativas, secções de teatro e outras formas de atividade cultural e recreativa; manter um Rancho Folclórico; filiar-se em associações e federações congéneres; promover intercâmbios com outras associações afins; cooperar com as entidades públicas; abrilhantar as festas religiosas.
Atualmente a Banda Boa União – Música Velha, com sede em Manteigas, conta com uma Filarmónica Musical, com cerca de 60 elementos, sendo que dois terços são Jovens Músicos, formados dentro das suas fileiras.
Tem uma Escola de Música – para formação dos seus músicos, que conta com três colaboradores na formação musical, estando inscritos cerca de 30 instruendos, repartidos por quatro graus de ensino musical, que serão o garante do futuro desta Coletividade.
Esta Coletividade conta atualmente com cerca de meio milhar de associados, maioritariamente Manteiguenses e é gerida por Corpos Sociais (Assembleia Geral, Direção e Conselho Fiscal), eleitos democraticamente, por sufrágio universal direto, por mandatos de dois anos.
Cabe aqui uma palavra de agradecimento a todos os que de alguma forma tornaram este projeto possível, quer no passado, quer no presente e creiam-nos, que foram e são muitos.


  • Morada: Rua Teles de Vasconcelos 6260-999 Manteigas
  • Telefone: 275 982 642
  • Telemóvel: 965 333 557 (Presidente)
  • Fax: 275 982 642
  • Email: musicavelha@gmail.com
  • Site: www.musicavelha.net
  • Direção:

    Filipe Carvalho Neves (Presidente)
    António Direito Craveiro (Vice-Presidente)
    Bruno Miguel Afonso Marques Silva (Vice-Presidente)
    Maria Adelaide Santos Salvado (Tesoureira)
    Joaquim Direito Craveiro (Secretário)
    Lídia Viegas Marcos Ferreira (Suplente)
    Susana Isabel Aleixo Venâncio (Suplente)
    Nuno Miguel Lopes Ferrão (Suplente)
    Marcos Daniel Salvado Tacanho (Suplente)
    Flávia Patrícia Isento Grilo (Suplente)

  • Concelho Fiscal:

    António Lívio Martins Roque (Presidente)
    Serena da Glória Lopes Cunha Martins (Secretária)
    António José Ferreira Tacanho (Relator)
    Gabriel Saraiva Pinheiro (Suplente)
    Jaime Fonseca Nogueira (Suplente)

  • Assembleia Geral:

    Paulo Manuel Santos Costa (Presidente)
    Umberto Massano Leitão (Vice-Presidente)
    Paulo Jesus Abrantes Martins (Secretário)
    Rafael Massano Costa (Suplente)
    Paulo Jorge Ribeiro Estrela (Suplente)

  • Número de Elementos: 60
  • Número de Sócios: 583
  • Principais Atividades Desenvolvidas:

    Participação em Festas Civis e Religiosas, organização e participação em Encontros de Bandas, Concertos, Arruadas e outras.