A Filarmónica Popular Manteiguense, também conhecida como «Música Nova», foi fundada a 07 de agosto de 1877 e mantém-se em atividade ininterrupta até à presente data.
Com esta pequena exposição, pretende-se acima de tudo, dar a conhecer um pouco da sua vida, dos seus fundadores, regentes e principais benfeitores, sem esquecer alguns momentos bem passados com a população que sempre tem manifestado a mais sincera simpatia e apoio pela Música em Manteigas.
Segundo os nossos antepassados, a Música em Manteigas teve a sua origem na visita de uma companhia de palhaços à nossa terra, tendo alguns conterrâneos comprado aos palhaços uma trompete, saxofone, tarola e pratos, e mesmo sem saberem música, foram por essas ruas fazendo uma grande barulheira, nascendo assim o gosto pela «divina arte».
A Música em Manteigas tem a sua história bem marcada com documentos datados do dia 08 de julho de 1865, altura em que foi fundada a «Sociedade Filarmónica».
Contudo, em 1877, em vez de uma, Manteigas passou a ter duas bandas. Tudo porque aquando da divisão do país em dois partidos, Manuel da Cunha, quis festejar a vitória dos Progressistas sobre os Regedores, convidando a Sociedade Filarmónica de então atuar. Por sua vez, como a Banda era chefiada por António Ribeiro, da família nobre da Quinta de São Fernando e chefe do Partido Regenerador no Concelho, este exigiu a Manuel da Cunha uma libra em ouro por cada atuação. O Progressista indignado com a situação, resolveu dar origem a uma nova banda, a «Filarmónica Popular Manteiguense».
Tendo descoberto em Unhais da Serra um afinador de teares que era músico e conhecido apenas pelo nome de «Pai Pata», foi buscá-lo para trabalhar na indústria dos lanifícios, em São Gabriel, e com elementos que em grande parte vieram do velho agrupamento, que quase chegou à extinção devido à transferência desses elementos, Manuel da Cunha ainda nesse mesmo ano organiza a Música Nova e em 07 de agosto sai para a rua, fazendo um concerto na Praça Luís de Camões. Diz a tradição oral, que a Música Nova é mais antiga que a Música Velha, visto que depois do desmembramento a Música Nova saiu primeiro. Não se sabe ao certo se esta afirmação é verdadeira; o que é verdade é que ambas as Bandas de Manteigas são centenárias e muito têm contribuído para que a arte musical seja motivo de orgulho para esta Vila.
Até aos dias de hoje percorreu-se um difícil e longo caminho na qual se sobressai a força dos seus dirigentes. Entre os elementos mais antigos, ainda predominam as recordações sobre as festas feitas a pé e algumas bem distantes, por caminhos agrestes, quer a chover ou fizesse sol, sem alojamentos condignos e com alimentação deficiente, transportando os instrumentos mais pesados em burros e os restantes levando cada músico o seu.
Atualmente a Associação Recreativa Filarmónica Popular Manteiguense – Música Nova conta com 60 elementos, na sua maioria jovens saídos da Escola de Música que funciona na sua sede, sob a orientação do Maestro Luís Carlos Neves Serra, e que integra a formação teórica e prática instrumental.
No ano de 2004, foi fundada a Orquestra de Sopros «Música Nova», com os elementos mais jovens que compõem a Filarmónica.


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  • Direção:

    António Miguel Neves Serra (Presidente)
    José Eduardo Pereira Massano (Vice-Presidente)
    Carla C. Leitão Abrantes de Carvalho (1.º Secretário)
    Maria Eduarda Leitão Figueiredo Rosa (2.º Secretário)
    José Luís Saraiva Leitão (Tesoureiro)
    José Abrantes de Carvalho (Vogal/Suplente)
    José Manuel Leitão Ferrão (Vogal/Suplente)
    Tiago José Carvalho Batista (Vogal/Suplente)

  • Concelho Fiscal:

    António Rui Abrantes Craveiro (Presidente)
    Joaquim Quaresma Domingos (1.º Secretário)
    Manuel Pereira dos Santos (2.º Secretário)

  • Assembleia Geral:

    Luís Ferrão Saraiva (Presidente)
    Rui Massano de Carvalho (1.º Secretário)
    João Gabriel Craveiro Leitão (2.º Secretário)

  • Número de Elementos: 60
  • Número de Sócios: 500
  • Principais Atividades Desenvolvidas:

    Atividades de âmbito sociocultural, musical e recreativo, nomeadamente concertos, encontros de bandas, festivais, festas religiosas e intercâmbios musicais.