Criar um espaço adequado para a instalação do acervo documental da autarquia era uma velha aspiração e uma necessidade do concelho. Durante muito tempo o espólio documental da câmara encontrou-se disperso pelas salas e em espaços sem condições adequadas para a sua conservação e preservação. O sótão era o lugar de eleição para a arrumação da documentação acumulada ao longo dos anos, local esse com elevado risco de insegurança e também sem a possibilidade de disponibilizar aos estudiosos toda essa documentação. Este panorama desadequado, de falta de condições físicas e ambientais, de procedimentos inadequados no ingresso no arquivo e ausência de um regulamento, levou à tomada de consciência da urgência em se proceder ao tratamento arquivístico dessa massa documental e iniciar todo um processo de gestão integrada do arquivo.
As novas instalações foram possíveis a partir do momento em que a Câmara Municipal no ano 2000 se candidatou ao PARAM – Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais -, financiado pelo Ministério da Cultura, através de um acordo de colaboração com o Instituto dos Arquivos Nacionais/ Torre do Tombo. A sua inauguração teve lugar no dia 14 de maio de 2005.